sexta-feira, 11 de março de 2011

O QUE É AUDAX?


AUDACIOSO


Fui apresentado às provas de Adaux há pouco tempo e como muitos me encantei pela filosofia deste ciclismo de longa distância. Alguns não entendem o fato de que as provas não são competitivas . Vivemos no país do futebol e da F1, logo é comum pensar que num esporte o que importa é vencer, e competir é apenas uma forma de tentar a vitória em relação ao outro.

A palavra "Audax" vem do latim, audacioso, corajoso, é o nome dado no Brasil a este evento ciclístico não-competitivo e de longa distância, conhecido internacionalmente também pelo nome de "randonnée".

O grande foco dos eventos Audax no Brasil é a possibilidade de percorrer longas distâncias em veículos de propulsão exclusivamente humana no seu próprio ritmo (em francês, allure libre), terminando o percurso dentro do tempo limite estabelecido. Vale salientar que na França tal estilo de evento é chamado de randonnée, enquanto no Reino Unido utiliza-se termo Audax.

Este uso conflituoso da nomenclatura do evento tem causado alguma confusão, ainda mais tendo-se em vista que a entidade que organiza o Randonneur Paris-Brest-Paris é o Audax Club Parisien.

É difícil explicar o sentimento a quem nunca fez um Audax, uma viagem, cicloturismo ou qualquer pedalada mais longa. Pode parecer insuficiente completar o percurso, mas há muito mais por trás de sair pra pedalar 200, 300, 400 ou 600 km.
O esporte amador ou profissional coloca um desafio aos atletas e esse desafio pode ser vencer o(s) outros(s) ou vencer a si mesmo. No final, o sentimento de vitória é o mesmo. Pode ser a explicação do fascínio que o ciclismo não-competitivo de longa distância exerce sobre um número cada vez maior de ciclistas: as chances de vitória são maiores, já que todos podem vencer, juntos. Na verdade separados apenas pela diferença de tempo. Mas neste caso o tempo não corre contra você e não te faz pior ou melhor que nenhum outro participante. Se souber aproveitá-lo, vivê-lo, é o tempo que vai dar as cores, os cheiros e o sabor da vitória pessoal de percorrer cada um dos 200, 300, 400, 600 km dentro do tempo limite.
Bastam 15 km/h de média final para se juntar aos vencedores.
Parece fácil? Se fôsse não citaria tantas vezes a palavra desafio neste texto.
Para quem quiser conhecer ou revivier o espírito do Audax.

Fonte: AUDAXRIO





 O QUE É “AUDAX BRASIL” E SEUS OBJETIVOS

O Audax Brasil é um clube sem fins lucrativos cujo objetivo e promover, motivar e aplaudir os esforços daqueles ciclistas que desejam testar seus limites pessoais combinando os prazeres das pedaladas com as exigências do ciclismo de longa distancia.

O Audax Brasil é membro dos "Lês Randonneurs Mondiaux" (LRM)* e está habilitado a qualificar ciclistas para participar dos eventos dos LRM no Brasil e exterior.* O LRM é a entidade na qual todas os Clubes de Audax do mundo estão ligados tendo sido criado pelo Audax Club Parisien.

A lista de todos os países com representação pode ser vista aqui. Os eventos do Audax Brasil são abertos a qualquer ciclista com forma física razoável. Qualquer tipo de bicicleta é permitido (tandems, triciclos, reclinadas etc) desde que seja impulsionada apenas por um ou mais ciclistas.

Nossos principais eventos são as pedaladas conhecidas como brevets (certificados de capacidade) de 200km, 300km, 400km, 600km e 1000km que são homologadas pelo LRM. Estes eventos são abertos aos ciclistas em geral.




CONDIÇÕES PARA PARTICIPAR DE UM AUDAX.

As principais provas mundiais de ciclismo realizadas são: Campeonato
mundial de ciclismo, Tour de France, Giro D’Italia, Volta da Espanha, ParisRoubaix, Milan-San Remo. Essas provas consistem, em sua maioria, de
competições de velocidade.
As provas de Audax são disputas de altíssima resistência e orientação em
estradas, geralmente pavimentadas, destinadas também para praticante iniciante
e ciclista de final de semana, não necessitando ser um atleta com bom
desempenho. Este fato justifica a participação de muitos ciclistas. As provas
Audax exigem disciplina e superação dos limites.
Não é uma competição, embora possa acontecer uma disputa sadia entre
os participantes: o maior desafio é superar os próprios limites, pedalando cada vez mais longe. Por não ser competição possibilita ao participante pedalar longa distância, com um mínimo de segurança, em companhia de amigos e conhecendo novas pessoas.
Pedalar longa distância representa a necessidade de enfrentar calor, frio,
sono, vento contra, longos declives, aclives e estradas sem curvas, escuridão da noite, solidão (algumas vezes) e outras dificuldades e perigos das estradas
brasileiras. Também representa ter autonomia, preparo psicológico,
conhecimentos e vontade de superar desafios. Exige reservar um tempo na vida para realizá-la, pedalar como se vivesse desde sempre sobre uma bicicleta ou como se fosse a única coisa a ser realizada para sempre. De certa forma, é esquecer o mundo real e brutal do cotidiano, reduzindo o stress e tentando superar tudo por um objetivo, sobre uma bicicleta.
São poucas as restrições para participar desta modalidade. Esse fato aliado às possibilidades de participação de ciclistas de diversas idades e com os mais variados modelos de veículos, favorecem a participação de novatos, pessoas de todas as idades, casais, e outros que pouco praticam esse ou outro esporte.
Todo tipo de veículo propulsionado unicamente pela musculatura humana
(HPV) é permitido: reclinadas, tandems, triciclos, mountain bikes, Down Hill,
speeds, tourings, patins, patinetes ou bicicletas Audax (uma espécie de touring de cromo muito leve, com pára-lamas e dínamo, muito usada nos Audax francês e inglês). Não há restrições quanto a tamanho das mesmas ou dos pneus e aros.
Todo participante deve assinar um Termo de Responsabilidade, onde consta que respeitará as leis de trânsito e a Natureza, informará a Organização de qualquer perigo e usará equipamentos  de segurança. Além disso, todo participante poderá apresentar atestado médico, informando que está em plenas condições físicas para participar da prova.
O equipamento obrigatório é levado muito a sério, por questões de segurança e pelo fato de se pedalar muito durante a noite, em alguns Audax São necessários colete refletivo, capacete, luz traseira e luz frontal (com possíveis pilha, ou baterias extras).
Não é permitido nenhum tipo de apoio móvel. Somente nos Postos de
Controle (PC’s) o participante pode receber ajuda externa. Tais Postos de Controle estão localizados, geralmente, a cada 50 km, onde o ciclista é obrigado a parar, para carimbar o Passaporte que possui em mãos.
A maioria dos participantes carrega certa bagagem: luvas, capa de chuva, casaco, câmeras reservas (no mínimo, duas), ferramentas, pilhas, kit farmácia, fitas anti-furos (como a “Mr. Tuffy”, por exemplo), bomba de ar, kit conserto, roupa adequada para ciclismo (de preferência, com cores claras), caramanholas (“squeezes”), alimentos  energéticos, como barras de cereais, salgados (castanhas, nozes, amendoins, etc.), doces (“mariolas”, “Power Bar”,
etc.), líquidos repositores isotônicos, ou mesmo água, já que o Audax é realizado em qualquer condição climática.
Para o apoio logístico e fiscalização no trajeto, há as concessionárias ao longo do trajeto, também com a autorização e presença essencial das Polícias
Rodoviárias Estadual e Federal.




BREVETS

Em cada etapa são distribuídas medalhas e um Certificado de Participação Para os que completarem o tempo máximo exigido. Além disso, todos os atletas que completarem a prova recebem um “brevet”, que habilita o atleta a participar da etapa seguinte.
As competições são organizadas da seguinte maneira: para o brevet de 200km, não há requisito prévio. Ele habilita à participação no brevet de 300km Assim, conquista-se a participação na etapa de 400 km, chegando ao ponto final da série: 600 km. Depois disto tem 1.200 km, praticado fora do Brasil.
Os brevets têm um tempo máximo para serem completados, da seguinte maneira:

São os estágios reconhecidos pelo Les Randonneurs Mondiaux, e que levam à habilitação para a prova maior do Audax de 1200 km.
O tempo máximo global para cada percurso é dado pela tabela abaixo, de acordo com a regras do LRM.
Neste tipo de pedalada existem postos de controle com horário de abertura e horário de fechamento pré-determinados.
Cada ciclista recebe um cartão de rota com o percurso a ser percorrido e localização dos postos de controle, onde deve carimbar seu cartão de rota e marcar o horário de passagem.


Distância  Tempo     Classificatório


200 km    13h30m     Nenhum
300 km     20h           Brevet 200km
400 km     27h           Brevet 300km
600 km     40h           Brevet 400km
1000km    75h           Brevet 600km
1200km    90h           Brevet 600km

Para participar do Brevet de 300 km o ciclista deverá ter feito antes (no mesmo ano) o Brevet de 200, para participar do Brevet de 400 deverá ter feito o de 300 (no mesmo ano) e para participar do de 600 km deverá ter feito o de 400 no mesmo ano. A série completa é a qualificação para qualquer evento de 1.000 ou 1.200 km LRM no mundo (no mesmo ano).

Um pré-requisito para concluir a prova é a observância do tempo limite para
chegada. Para tanto, é importante manter um bom ritmo de pedalada, saber dosar e economizar energia alimentar-se corretamente, além de treinar, para manter o preparo físico. Quanto maior o percurso do Audax, maior a necessidade de planejamento e de bons equipamentos, como a bicicleta, os acessórios e o vestuário.


Praticamente todo ano há brevet de 1.200 km em alguma parte do mundo,
sempre organizado pelo ACP (Audax Club Parisien). No entanto, a cada quatro
anos, na França, é realizada a competição Audax PBP (Paris-Brest-Paris), o mais famoso dos brevets. Com 1.225 km de extensão, essa prova é "Copa do Mundo" dos ciclistas de longa distância e chega a reunir 4 mil ciclistas.
Por todas essas características, o Audax não é prova para criança.
Comprovação disso é a média de idade dos participantes nas provas. No PBP de 2003, por exemplo, a média de idade foi de 44 anos. Já no PBP de 2007, a média de quem largou foi de 49,7 anos e a média de quem completou foi de 48,7 anos.


fonte audaxpoa.com.br




 HISTÓRIA

1891 - 1ª Paris-Brest-Paris. Surge como prova competitiva, mas são aceitos cicloturistas entre os participantes. O vencedor é Charles Terront. Decide-se realizar a prova a cada 10 anos.

1897 - Em 12 de junho daquele ano, um grupo de cicloturistas italianos percorreu 230km entre Roma e Nápoles. Pela audácia da façanha, considerando-se as condições e equipamentos da época, denominou-se a mesma como "Audax".

1904 - Henri Desgranges, criador do Tour de France, criou o Audax Francês, tal como o Audax Italiano, e delegou ao Audax Club Parisien a realização dos Brevets Audax na França.

1931 - O Audax Club Parisien organiza uma prova cicloturista junto a uma prova competitiva.

1951 - Fim da prova competitiva. A partir deste ano a Paris-Brest-Paris se converte definitivamente em uma prova cicloturista, e se realiza a cada 5 anos.

1971 - A Paris-Brest-Paris começa a ser celebrada a cada 4 anos.

1983 - Criação do "Randonneur Mondiaux". Fundado pelos clubes organizadores de brevets, foi criado para impulsionar as provas de e acima de 1200 km. Países fundadores: França, Austrália, Bélgica, Canadá, Espanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos.

1999 - Kayo Oliveira tornou-se o primeiro brasileiro a completar os 1.200 km do Paris-Brest-Paris.

2003 - É fundado o Clube Audax Brasil. Realiza-se a primeira série de brevets no Brasil. Naquele ano os ciclistas Bill Presada e Manuel Terra se tornam os primeiros brasileiros a completar todos os brevets com êxito. Bill Presada recebe o "Audacioso do Ano". Em agosto daquele ano, o carioca Manuel Rama Terra torna-se o segundo brasileiro a participar e concluir a Paris-Brest-Paris.

2004 - O Clube Audax Brasil realiza brevets em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. No brevet de 200 km de Porto Alegre, 215 participantes alinham-se para a largada. Naquele ano, o brasileiro de Lajeado, Paulo Roberto Bagatini participa da prova de 1.200 km, na Austrália, mas sem finalizá-la.

2005 - Em uma prova de 400 km em Campinas/SP, um ônibus invade o acostamento e mata Alexandre Luz, Vice-presidente do Clube Audax Brasil. Após esse ocorrido a direção da entidade decidiu cancelar as provas restantes do calendário. No Rio Grande do Sul haviam sido realizadas as provas de 200 e 300 km, e a Organização local das provas decidiu concluir o calendário previsto, realizando provas de 400 e 600 km, mas que não foram submetidas a homologação pelo Audax Clube Parisien. Porém essas provas observaram as mesmas regras, exigências e formato necessário para serem homologadas. Rosane Silveira Gomes torna-se a primeira brasileira a concluir uma série completa de provas de 200, 300, 400 e 600 km em conformidade com as regras previstas para a modalidade. É fundada a Sociedade Audax de Ciclismo, com sede em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. É instituído o Troféu "Alexandre Luz", outorgado a todos que completam uma série de provas que seja organizada pela Sociedade Audax de Ciclismo.
Rosane Silveira Gomes se torna a primeira mulher a conquistar o brevet de 600 km no Brasil.

2006 - Os brevet realizados em SP, RJ, Santa Cruz do Sul 200km e Lajeado 200 km são homologados.
Os brevets realizados em Porto Alegre, RS, não são homologados. Entre estes brevets está o brevet de 600 km onde a ciclista Romi Pedde Muss se torna a segunda ciclista brasileira a conquistar um brevet de 600 km.

2007 - O Clube Audax Brasil homologa e habilita 23 ciclistas em 2 brevets de 600km a participarem do Paris-Brest-Paris, dos quais 14 ciclistas brasileiros e estrangeiros residentes marcaram presença. Todos estes ciclistas recebem a medalha de Super Randonneur ( modelo 2007 até 2010).

2008 - O Audax Brasil realiza a série de Brevets de 200 a 600km. O Brevet de Queluz 200 km, primeiro percurso utilizado em um brevet nacional, volta a incluir o calendário do clube, além de desafios clássicos como Serra de Campos e Brevet Costa Verde. Internacionalmente o Brasil foi representado em eventos no exterior pelos ciclistas Henrique Valor Caldas e Roberto Trevisan, respectivamente nos eventos 1200 km Rocky Mountains – Canadá e 1200km Colorado Last Chance – EUA.



  EQUIPAMENTOS OBRIGATÓRIOS

Equipamentos Obrigatórios em todos os eventos (Brevets, Ralis e Desafios)
do Audax Brasil:

1- Pisca-pisca traseiro (com pilhas reservas ou pisca reserva);
2- Lanterna Frontal (com pilhas sobressalentes) de guidom;
3- Colete Refletivo;
4- Capacete;

Equipamentos Sugeridos:

1- MTB: pneu 1.0 ou 1.5;
2- Speed: pneu 23-28 mm (conforto e segurança);
3- Lanterna frontal de cabeça (alem da obrigatória de guidom);
4- No mínimo três câmaras de ar reservas;
5- Ferramentas (chave Allen + espátula + chave corrente);
6- Bomba de ar;
7- Capa de Chuva e/ou Frio;
8- Roupa de ciclismo em cores brilhantes;
9- Luvas

REGULAMENTO dos BREVETS RANDONNEURS MUNDIAIS (BRM) de 200 km à 1000 km

Artigo 1 : Somente o Audax Club Parisien pode realizar a homologação em todo mundo. Cada brevet realizado depois de 1921 é registrado sob um numero de homologação atribuído por ordem cronológica de recebimento.

Artigo 2 : estes brevets são abertos a todo randonneur* membro ou não de um clube, de uma sociedade ou de uma federação qualquer e coberto por uma apólice de seguro. Os menores são aceitos com a condição que apresentem uma autorização do responsável que isente a responsabilidade do Audax Club Parisien e das sociedades organizadoras, um atestado médico de aptidão física com menos de 6 meses deve ser apresentado. As informações e regulamento específico de cada organização devem ser consultados no momento da inscrição de cada brevet
Todos os veículos são admitidas com a condição que sejam movidos somente com o uso da força muscular.

Artigo 3 : Para efetuar um brevet*, cada randonneur deve preencher um boletim de inscrição e obter seu direito de participação com um organizador.

Artigo 4 : Cada participante deve estar assegurado por um seguro de responsabilidade civil, seja por intermédio de sua federação, seu organizador local, ou por um seguro pessoal (atenção, a maior parte dos seguros multirriscos não cobrem os aderentes que participem de provas organizadas e pagas). Para poder fazer a inscrição na prova deve preencher um atestado mencionando claramente a cobertura do seguro, ou um atestado fazendo fé. Se o organizador não disponibilizar a subscrição de um seguro coletivo na largada de seu brevet, ele poderá recusar a inscrição dos não segurados

Artigo 5 : Cada participante é considerado como estando em uma excursão individual, ele deve respeitar o código de transito e todas as sinalizações oficiais.
O Audax Club Parisien, as sociedades organizadoras, o representante ACP e sua associação de referencia, não podem, em caso algum, serem considerados responsáveis por acidentes que poderão acontecer durante um brevet.

Artigo 6 : Para a circulação de noite, os veículos deverão estar munidos de faróis dianteiros e traseiro solidamente fixados e em constante estado de funcionamento ( previsão de lâmpadas de substituição; um duplo farol é aconselhável).
A lâmpada traseira de pisca é proibida.
Os organizadores proibirão a largada de todo o participante cujo qual a iluminação não esteja de acordo. Cada participante é obrigado a ligar a iluminação a partir do inicio da noite, e ainda a todo o momento em que a visibilidade não for suficiente (chuva, nevoeiro,...); mesmo em grupo, cada um deve ter a sua iluminação. De noite, as vestimentas claras e refletivas são recomendadas e o uso de um colete, ou tiras refletivas é obrigatório.
Toda a infração a estas medidas, constatadas durante um controle, provocara a não homologação do brevet.

Artigo 7 : Cada participante deve fornecer ele mesmo todas as suas demandas para a realização de seu brevet. Nenhum serviço organizado de instrutores, apoios, sinalizadores com viatura seguindo o ciclista, é autorizado sobre o percurso entre os pontos de controle. Os participantes que infringirem este artigo serão eliminados sem apelação
Se na largada de um brevet, um grupo é formado voluntariamente pela organização, o andamento é livre, os randonneurs tem o direito absoluto de deixar este grupo a todo o momento. Nenhum randonneur poderá prevalecer-se de gerir um grupo. Os sinais distintivos (abraçadeiras, camisas, etc...) e os títulos (por exemplo: capitão de rota) não são autorizados. O tamanho dos grupos deverá ser conforme a legislação em vigor no âmbito de cada brevet, sem enquadramentos
Cada participante deve ter comportamento e atitudes corretas.



Artigo 8 : Cada participante recebera na largada uma carta de rota* (leia passaporte) e um itinerário sobre o qual figuram um conjunto de nomes de lugares de controle onde o participante deverá obrigatoriamente fazer pontuar este passaporte.
Os organizadores podem igualmente prever um ou mais controles secretos, por esta razão, e por exigências do seguro, o participante deve respeitar o itinerário que lhe será entregue na largada.
Os organizadores derem obrigatoriamente utilizar os mapas criadas com a atenção do AUDAX CLUB PARISIEN ou os mapas propostos pelo representante ACP da zona geográfica e aprovadas pelo AUDAX CLUB PARISIEN.

Artigo 9 : Na falta de controle preciso designado pelos organizadores, o randonneur deverá fazer fixar um carimbo que tenha o nome da localidade deste controle (comercio, estação de serviço, ...). Em caso da impossibilidade de obter este carimbo (controle de noite), o randonneur poderá

1) enviar uma carta postal ao responsável da organização (indicando lugar, dia e hora de passagem, sobrenome, nome clube) e escrever no espaço do controle do passaporte "CP", o dia e a hora da postagem.
2) Responder sobre o passaporte uma questão sobre um ponto especifico do lugar de controle. A opção definida é a descrição do organizador, controle por controle

Em cada controle, à hora de passagem deve ser mencionada, ainda o dia para os brevets de mais de 24 horas.
Um carimbo em falta, uma hora de passagem não mencionada ou a perda da passaporte (a qualquer distancia que seja) provoca a não homologação do brevet. Cada participante é responsável por controlar o seu passaporte

Artigo 10 : os prazos para concluir cada brevet são em função da distancia:

13h30 (200km);
20h (300km);
27h (400km);
40h (600km);
75h (1000km).




A passagem em cada controle deverá ser efetuada entre uma hora "de abertura" e uma hora "de fechamento" mencionados no passaporte, calculadas com as medias extremas de 15 e 30 km/h para os controles até o 600km, de 13,5 à 30 km/h entre 600 e 1000 km.
Se um randonneur chega a um ponto de controle atrasado, o organizador poderá lhe permitir de continuar se o seu atraso é devido a um eventual imprevisto e independente da vontade do randonneur, como uma parada para ajudar quando em um acidente ou uma estrada fechada. Um problema mecânico, o cansaço a falta de forma física, fome, etc não poderão ser razão válida de atraso
Fora dos casos precedentes, o randonneur deverá respeitar as tabelas horárias intermediárias, sob pena de não homologação de seu brevet, mesmo se este é efetuado dentro do tempo limite total

Artigo 11 : Qualquer fraude provocara a exclusão do participante de todas as organizações do Audax Club Parisien.

Artigo 12 : na chegada, cada participante deverá assinar o passaporte e a entregar ao organizador. Ela lhe será devolvida após a homologação. Não será emitida cópia deste documento em caso de perda
Estes brevets não são competições e não comportam classificação
Uma medalha especial poderá ser adquirida pelo participante assim que seu brevet tenha sido homologado. Ele deverá fazer o pedido e pagar o valor na entrega da sua carta na chegada

Artigo 13 : as medalhas que atestam o sucesso do brevet são na cor bronze (200km), amarelada (300km), vermelha (400km), dourada (600km) e cobre (1000km). Os modelos mudam, em principio, no ano após a PBP. Os preços das medalhas são indicados pelos organizadores dos brevets
Super Randonneur: Distinção que reconhece a toda randonneur, após completar no mesmo ano, a série dos brevets 200, 300, 400 e 600 km. Uma medalha, mencionando esta distinção, será emitida ao randonneur, que realizar o pedido ao seu clube organizador dos brevets fornecendo-lhe os números dos brevets e pagando o valor desta medalha

Artigo 14 : Um participante não pode efetuar uma outra prova quilométrica sob toda ou parte do percurso de um Brevet de Randonneurs Mondiaux.

Artigo 15 : Todos os detalhes referente aos BRM em uma zona geográfica, como jogos, classificações, lembranças, desafios, etc, tanto para os randonneurs considerados individualmente, ou por clubes, são exclusivamente de competência do representante ACP e de sua associação de referencia.

Artigo 16 : os brevets BRM dos organizadores, (associações ou outros) só poderão constar no calendário ACP, em sua zona geográfica de origem, quaisquer que sejam os lugares de largada efetivos e as associações onde seus membros sejam filiados. Os organizadores deverão obrigatoriamente utilizar os mapas de sua zona geográfica de origem. Um organizador ( em particular um clube de fronteira) poderá aparecer uma segunda vezes no calendário ACP como « organizador aparentado » em uma outra zona geográfica alem da de origem, com o acordo do representante ACP desta zona geográfica, todos tendo como obrigação formal de aplicar a primeira linha do presente artigo.

Artigo 17 : participando de um brevet BRM, os randonneurs aceitam a publicação de sua identidade e do tempo realizado nos resultados publicados pelos organizadores. Em caso algum a sua identidade poderá ser utilizada para fins comerciais ou ser utilizada por terceiros com este objetivo.

Artigo 18 : O fato de haver se inscrito e largado em um brevet implica, na parte do interessado, a aceitação sem restrições do presente regulamento. Qualquer queixa, ou reclamação, por qualquer motivo que seja, deverá sem expressa por escrito e enviado, nas 48 horas seguintes a prova, ao organizador que a examinara e a transmitirá com seus avisos ao responsável ACP (França) ou ao representante ACP (fora da França) para exame antes da decisão

Artigo 19 : Em caso de apelação do interessado o processo será enviado ao Comitê Diretor do ACP com os avisos e motivos do organizador e do representante ACP. O Comitê Direto do ACP regulara, sem apelação de nenhuma espécie, os casos apresentados bem como os litígios em que este regulamento tenha sido omisso

Fonte: http://www.audax-club-parisien.com/
Tradução: Luiz Maganini Faccin – outubro de 2008

Nota 1
Existem dois estilos básicos de randonnee na Franca. No primeiro, um grupo de ciclistas pedala juntos durante todo o evento no mesmo ritmo. Este é o estilo اوداکس



Para eventos BRM (Brevets Randonneurs Mondiaux) organizados pelo Audax Brasil os participantes não são obrigados a ir em grupo. Cada um pedala no seu próprio ritmo (a isto se refere o termo em francês allure libre) os horários do posto de controle determinam o ritmo mínimo e máximo nos eventos BRM.
O Audax Club Parisien regula e organiza os eventos BRM, porém, a palavra Audax no nome do clube não se refere ao estilo de pedalada (em grupo ou não).
O debate foi árduo no começo do século passado, sobre qual destes dois estilos de Randonee era o correto. A conclusão foi que os dois estilos de ciclismo existem e são praticados por bastantes ciclistas. Os dois grupos de ciclistas usam a palavra Audax para os seus estilos diferentes de pedalar, sendo o termo Randonnee o mais adequado para os eventos Audax Brasil
Fonte:Bike aventura.com.br

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

FIXAFIXAFIXAFIXAFIXA.....


De Amsterdam à Paris.


VAI ENCARAR?

Uns grupos de 23 fixeiros saíram de Amsterdam em direção à Paris. Foram pouco mais de 700 quilômetros de pedal divididos em 5 dias.


1º Dia: 183 km, 7 horas 17 min, média de 25.5 km/h, máxima 48.2 km/h
2º Dia: 135 km, 5 horas 39 min, média de 23.9 km/h, máxima 53.6 km/h
3º Dia: 87 km, 3 horas 57 min, média de 21.8 km/h, máxima 54.7 km/h
4º Dia: 158 km, 6 horas 12 min, média de 25.2 km/h , máxima 56.6 km/h
5º Dia: 144 km, 5 horas 11 min, média de 23.8 km/h, máxima 60.6 km/h
Total km: 707
Total de pedal: 28 horas 16 min
Média total da viagem: 24.04 km/h

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

DE TÓKIO A OSAKA


Já pensou viajar de bicicleta um percuso de 500Km? Pois 13 amigos quem tem em comum andar de bike fixa(FIXED GEAR) fizeram esse percurso no verão de 2009 e lançaram um curta para mostrar como foi essa boa loucura.

O percurso de 500Km, que no trem bala dura cerca de 2hs e 1/2, levou mais de uma semana para ser percorrido. O final a recompensa foi o visual as pessoas que conheceram a experiência que adquiriram e a alegria inusitada de experimentar algo diferente que muitos querem más poucos podem e tem coragem.

Veja o vídeo e comente.

Fontes: Eu vou de bike



MOBILIDADE DE VERDADE


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

LEGISLAÇÃO


A bicicleta no Código de Trânsito Brasileiro


LEI Nº 9.503, de 23 de setembro de 1997

Institui o Código de Trânsito Brasileiro.
ARTIGOS PARA CICLISTAS
Art. 21. Compete aos órgãos e entidades executivos rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição:
II - planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas;
Art. 24. Compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição:
II - planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas;
XVII - registrar e licenciar, na forma da legislação, ciclomotores, veículos de tração e propulsão humana e de tração animal, fiscalizando, autuando, aplicando penalidades e arrecadando multas decorrentes de infrações;
XVIII - conceder autorização para conduzir veículos de propulsão humana e de tração animal;
Art. 38. Antes de entrar à direita ou à esquerda, em outra via ou em lotes lindeiros, o condutor deverá:
Parágrafo único. Durante a manobra de mudança de direção, o condutor deverá ceder passagem aos pedestres e ciclistas, aos veículos que transitem em sentido contrário pela pista da via da qual vai sair, respeitadas as normas de preferência de passagem.
Art. 39. Nas vias urbanas, a operação de retorno deverá ser feita nos locais para isto determinados, quer por meio de sinalização, quer pela existência de locais apropriados, ou, ainda, em outros locais que ofereçam condições de segurança e fluidez, observadas as características da via, do veículo, das condições meteorológicas e da movimentação de pedestres e ciclistas.
Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.
Parágrafo único. A autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via poderá autorizar a circulação de bicicletas no sentido contrário ao fluxo dos veículos automotores, desde que dotado o trecho com ciclofaixa.
Art. 59. Desde que autorizado e devidamente sinalizado pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via, será permitida a circulação de bicicletas nos passeios.
Art. 68. É assegurada ao pedestre a utilização dos passeios ou passagens apropriadas das vias urbanas e dos acostamentos das vias rurais para circulação, podendo a autoridade competente permitir a utilização de parte da calçada para outros fins, desde que não seja prejudicial ao fluxo de pedestres.
§ 1º O ciclista desmontado empurrando a bicicleta equipara-se ao pedestre em direitos e deveres.
Art. 105. São equipamentos obrigatórios dos veículos, entre outros a serem estabelecidos pelo CONTRAN:
VI - para as bicicletas, a campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo.
Art. 129. O registro e o licenciamento dos veículos de propulsão humana, dos ciclomotores e dos veículos de tração animal obedecerão à regulamentação estabelecida em legislação municipal do domicílio ou residência de seus proprietários.
Art. 141. O processo de habilitação, as normas relativas à aprendizagem para conduzir veículos automotores e elétricos e à autorização para conduzir ciclomotores serão regulamentados pelo CONTRAN.
§ 1º A autorização para conduzir veículos de propulsão humana e de tração animal ficará a cargo dos Municípios.
OLHA O GUARDA

INFRAÇÕES RELACIONADAS AO CICLISTA
Art. 181. Estacionar o veículo:
VIII - no passeio ou sobre faixa destinada a pedestre, sobre ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisores de pista de rolamento, marcas de canalização, gramados ou jardim público:
Infração - grave;
Penalidade - multa;
Medida administrativa - remoção do veículo;
Art. 193. Transitar com o veículo em calçadas, passeios, passarelas, ciclovias, ciclofaixas, ilhas, refúgios, ajardinamentos, canteiros centrais e divisores de pista de rolamento, acostamentos, marcas de canalização, gramados e jardins públicos: Infração - gravíssima;
Penalidade - multa (três vezes).
Art. 201. Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta:
Infração - média;
Penalidade - multa.
Art. 220. Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito:
XIII - ao ultrapassar ciclista:
Infração - grave;
Penalidade - multa;
Art. 244. Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor:
III - fazendo malabarismo ou equilibrando-se apenas em uma roda;
VIII - transportando carga incompatível com suas especificações:
Infração - média;
Penalidade - multa.
§ 1º Para ciclos aplica-se o disposto nos incisos III, VII e VIII, além de:
a) conduzir passageiro fora da garupa ou do assento especial a ele destinado;
b) transitar em vias de trânsito rápido ou rodovias, salvo onde houver acostamento ou faixas de rolamento próprias;
c) transportar crianças que não tenham, nas circunstâncias, condições de cuidar de sua própria segurança.
§ 2º Aplica-se aos ciclomotores o disposto na alínea b do parágrafo anterior:
Infração - média;
Penalidade - multa.
Art. 247. Deixar de conduzir pelo bordo da pista de rolamento, em fila única, os veículos de tração ou propulsão humana e os de tração animal, sempre que não houver acostamento ou faixa a eles destinados:
Infração - média;
Penalidade - multa.
Art. 255. Conduzir bicicleta em passeios onde não seja permitida a circulação desta, ou de forma agressiva, em desacordo com o disposto no parágrafo único do art. 59:
Infração - média;
Penalidade - multa;
Medida administrativa - remoção da bicicleta, mediante recibo para o pagamento da multa.
PORTANTO MUITA ATENÇÃO

DEVERES DO FABRICANTE DE BICICLETAS

Art. 338. As montadoras, encarroçadoras, os importadores e fabricantes, ao comerciarem veículos automotores de qualquer categoria e ciclos, são obrigados a fornecer, no ato da comercialização do respectivo veículo, manual contendo normas de circulação, infrações, penalidades, direção defensiva, primeiros socorros e Anexos do Código de Trânsito Brasileiro.
Brasília, 23 de Setembro de 1997; 176º da Independência e 109º da República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO - Íris Rezende - Eliseu
Texto disponibilizado por Paulo Gonçalves Costa (PC), advogado, via e-mail, em 21Mar2008


FONTE: RODA DA PAZ http://www.rodasdapaz.org.br/

O QUE É VINTAGE?


Muitos leitores ficam na dúvida quando usamos algumas palavras. Normal. Ninguém sabe tudo! Sempre tem alguma palavrinha que não conhecemos. O que é vintage?O que quer dizer quando dizemos que alguém possui estilo vintage?

A palavra vintage vem do inglês. Qualquer coisa é vintage  quando há um forte retorno ao passado, ou seja, como se imitasse um estilo anterior que pode ser namoda, decoração ou, até mesmo, presente em uma obra literária.
Muitas pessoas adoram adotar o estilo vintage. Em geral, são pessoas que possuem “atitudes fashion” próprias do passado que perpassa principalmente pelo aspecto estético e se afastam um pouco daquilo que é considerado moderno.
Pessoas com estilo vintage adoram o que é antigo. O antigo aqui não tem sentido pejorativo. Dizer que algo é vintage é o mesmo que dizer que é rétro (do francês).



BIKE POLO HA MUITOS ANOS ATRÁS NO UK





BRINCADEIRAS DE PIONEIROS
São proezas bem semelhantes àquelas realizadas por usuários de bicicletas de roda fixa nos dias de hoje, mas as cenas foram gravadas em 1899 e em 1901 por ninguém menos do que o inventor da lâmpada elétrica incandescente, do fonógrafo e da primeira câmera cinematográfica bem-sucedida, o americano Thomas Edison (1847 - 1931). Edison, considerado o maior inventor de todos os tempos – registrou mais de mil patentes –, também teve papel decisivo no desenvolvimento da indústria do cinema. No vídeo que acompanha este texto, há três cenas de ciclistas fazendo malabarismos com fixas, na época o que havia de mais moderno em matéria de bicicletas.

Na década de 1890 ocorreu o primeiro grande boom na fabricação e comercialização de magrelas. O movimento ocorreu principalmente nos Estados Unidos, com o surgimento de modelos bem mais seguros do que os de roda alta existentes até então, e com a criação, por parte do francês Edouard Michelin, de pneus mais seguros e mais práticos. Somente em 1891, 150 mil bikes foram vendidas nos EUA. O veículo foi adotado por serviços públicos, como o exército, a polícia e os correios, e se tornou extremamente popular entre homens e mulheres. Em menos de 10 anos, o preço de uma bicicleta caiu de US$ 150 para US$ 100. O filme está registrado em nome de Thomas Edison na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. Confira aqui
Dados do blog PEDIVELA: http://pedivela.blogspot.com/

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Alleycat Race. Já ouviu falar?

Mas o que vem a ser uma Alleycat Race?

Alleycat Race é uma corrida de bicicleta informal e ilegal. Ela é comum na Europa e nos Eua, pois é realizada pelos mensageiros de bike (os motoboys de lá). A primeira Alleycat foi realizada em 1989 em Toronto. De lá pra cá este tipo de corrida se espalhou pelo mundo. Na Alleycat não há regras e as ruas não são fechadas. Cabe ao competidor escolher a melhor rota entre os pontos definidos antes da prova. Ganha quem chegar antes. Simples assim.

Tipos de corridas
Checkpoints: o primeiro checkpoint é dado no início da corrida. Quando você chega em um checkpoint é revelado o próximo destino. E assim vai até a chegada.
Task Checkpoints: em algumas corridas o competidor tem que executar alguma tarefa ou truque em cada checkpoint para receber a localização do próximo checkpoint.
Checkpoints Up Front: neste estilo o competidor recebe o local de todos os checkpoints antes da prova iniciar. E cabe a ele definir o trajeto para fazer o percurso. Foi este estilo que eu participei na última sexta-feira.
Point Collection: aqui o competidor recebe pontos em cada checkpoint. Com um determinado número de pontos ele pode retornar a linha de chegada. Quem retornar primeiro ganha.
Alleycat Race Curitiba
O trajeto escolhido para a primeira Allycat Race em Curitiba foi relativamente curto. Largamos no ponto A. Os checkpoints estavam nos pontos B, C, D e E. E retornamos no mesmo lugar num total de 4,5 km. Agora vem a parte legal. Largamos no meio da cidade em horário de pico total. Carros, ônibus e pessoas eram nossos obstáculos. Adrenalina total em meio aos carros e pessoas.

Fonte: FixaCWB